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19 de fevereiro de 2019

Será que colo demais vai “estragar” seu filho? Quando oferecer e quando recusar o colo? Até quando podemos dar colo? Os adultos também precisam de colo? Assim como eu, com certeza você já parou para refletir sobre essa questão de pegar (ou não) seu filho no colo toda vez que ele solicita ou, se nós adultos, também temos direito a esse momento tão prazeroso para quem oferece e para quem recebe.

Para a atriz Sheron Menezzes e mamãe de primeira viagem aos 35 anos, é um enorme prazer estar com o pequeno Benjamin, de 1 ano e 4 meses,  no colo. Aliás, ela contou que continua amamentando e que, desde seu nascimento, optou por curtir cada fase do filho ao lado do marido e músico Saulo Bernard.

– Neste primeiro ano do Benja, optei por não ter babá e só aceitei os trabalhos que me permitiram levá-lo. Foi um ano de aprendizado e colo, mas, como mãe, preciso muito de colo. Foi assim que descobri a rede de apoio e comecei a participar de vários grupos de mães. A gente não se conhece fisicamente, mas uma dá colo para a outra.

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Por experiência própria, a maternidade é uma verdadeira sala de aula. E, se por um lado, recebemos o apoio dos amigos e professores, por outro, também somos muito julgadas e ouvimos palpites sem pedir ou questionar. Quem nunca recebeu a orientação de que o recém-nascido não deve ficar muito tempo no colo para não acostumar? Calma! Pode respirar aliviada porque a pediatra Florência Fuks, do Hospital Albert Einstein, garante que isso é mito.

– Nos primeiros três meses, o recém-nascido não tem capacidade cognitiva de causa e efeito. Ele sequer tem noção do limite do próprio corpo. Para ele, estar solto e sozinho é angustiante, já que ele passou 9 meses em um ambiente apertado e quentinho. O colo para o recém-nascido não é para calar o choro, mas sim para acalmar, oferecer segurança e criar um vínculo.

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Esses pequeninos nos dão um trabalhão, mas fala a verdade se não é uma delícia ficar agarradinha com eles? E, se você pensa que colo é um aconchego somente para os bebês, está enganado. Segundo a psicanalista Vera Iaconelli, diretora do Instituto Gerar, o colo é para sempre e em qualquer idade.

– O colo é tão importante quanto o alimento, por isso ele é para sempre. E o colo vai muito além daquela cena da mãe com o bebê. Você pode dar colo por meio da palavra, do abraço, do reconhecimento do sofrimento ou compartilhando momentos de alegria. O segredo é confortar e mostrar para a criança ou o adulto que ele não está sozinho.

É claro que quando pensamos em colo e bebê, a mãe sempre está na linha de frente, mas a presença do pai neste momento também é muito importante. Sheron contou que, embora tenha sido uma mamãe centralizadora no começo da maternidade, seu marido Saulo Bernard também dá colo para o Benja.

– Meu filho tem pai e, ele não me ajuda, simplesmente faz parte do processo!

Eu concordo com ela, inclusive adoro usar a mesma frase, e fiquei super contente de neste bate-papo sobre o poder do colo, promovido pela marca Novalgina, poder conhecer pessoalmente o influenciador digital Thiago Queiroz, pai do Dante, de 6 anos, do Gael, de 4 anos, e da pequena Maya, de 2 apenas meses. Ele é autor do site Paizinho, Vírgula! e defensor do colo em livre demanda.

– Toda vez que dou colo ou abraço meus filhos eles retribuem e me sinto curado pela falta de colo do meu pai na minha infância. Por isso, faço questão do colo em livre demanda.

Para ele, “tirando o poder de parir e amamentar, o pai é capaz de fazer todo o resto”.

– Temos que lutar pelo nosso espaço. O bebê não dorme só no peito ou no colo da mãe. No começo pode ser mais difícil, mas todo pai consegue fazer seu filho dormir, por exemplo.

Depois de tudo isso, você se convenceu de que nunca mais vai recusar o colo? Calma! A pediatra Florência orientou prestar atenção nos sinais dos pequenino, já que cada fase exige um colo diferente, conforme explicou a psicanalista no começo desse texto.

– A criança dá indícios de que quer menos colo, por isso os pais precisam ter a percepção de quando o colo é necessário e fundamental e quando não é o caso.

Crédito de foto: Divulgação Sanofi

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