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Para quem ainda não sabe, a partir do dia 21 de junho de 2019 a Rede D´Or deixa de atender grande parte dos planos de saúde do Grupo Amil. Se você ficou assustado com a notícia, eu também, especialmente porque sou da região do ABC, que, junto com Osasco e Rio de Janeiro, será uma das mais impactadas pelo total descredenciamento. Isso mesmo, nessas regiões os clientes Amil precisam procurar alternativas sugeridas pela operadora de acordo com cada categoria do plano.

Já na cidade de São Paulo, os planos da linha premium vão continuar recebendo atendimento de alguns hospitais da Rede D´Or, então para saber os locais credenciados, minha dica é ligar no 0800 707 1663 ou acessar o site para consultar a lista de hospitais conforme o seu plano de saúde. Eu já testei!

Para entender tintim por tintim sobre esse desentendimento, entrei em contato com a assessoria de comunicação das duas empresas, afinal como jornalista tenho que sempre ouvir os dois lados da história.

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Há mais de um ano, o Grupo Amil, líder no mercado de planos de saúde com 4 milhões de beneficiários, me contou que vem conversando com sua rede credenciada, não só com a Rede D´or, sobre um novo modelo de remuneração para internações clínica e cirúrgica. Segundo a empresa, esse modelo seria baseado no tripé: clareza de resultados clínicos, custos coerentes e experiência do paciente. Pelo modelo vigente, não há um teto para os gastos médicos, isso significa que “o céu é o limite”.

Dessa forma, a sugestão da Amil seria remunerar o atendimento não mais por serviço prestado, mas sim por pacotes que estimulem o tripé citado acima, porque “não se pode continuar encaminhando paciente para quem está a fim de desperdiçar dinheiro”, afirmou Claudio Lottenberg, presidente do grupo controlador da Amil, em entrevista concedida em 27 de abril de 2019 ao Jornal O Globo.

Mas, qual o benefício que isso traria à nós? Reajustes mais justos do preço do plano, já que se realmente há descontrole dos custos para a operadora por parte de toda a rede credenciada, o impacto disso vai parar direto no nosso bolso, certo? No entanto, temos que esperar para saber se, de fato, isso vai acontecer no futuro! Seria uma maravilha porque os valores estão realmente “salgados”.

Mas, como esse novo modelo de remuneração aconteceria na prática? Em reportagem publicada dia 24 de setembro de 2018 no Jornal Valor Econômico, a Amil informou que fez um acordo com o Hospital Sírio-Libanês para que o custo das internações passe a ser reajustado com base no IPCA. No ano passado, o reajuste médio dos planos de saúde empresariais foi de 17,9%, enquanto a variação do IPCA foi de 2,95%.

Mas, se o hospital ganha menos por internação, como garantir que o paciente não receba alta médica antes da hora? Na reportagem do Valor Econômico, Daniel Coudry, diretor médico da rede Amil, garantiu que para evitar isso “temos que seguir 15 indicadores clínicos para assegurar que ele está em condições de deixar o hospital”.

Segundo a Amil, o objetivo  é aplicar esse novo modelo de remuneração em toda a rede credenciada e, como a Rede D´Or não aceitou a proposta, tem todo o direito legal de descredenciar o plano de saúde quando pretender, sem infringir qualquer norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Mas, quem fica prejudicado somos nós!

Em nota, a Rede D´Or informou que “sempre se manteve aberta ao diálogo com todas as operadoras, tendo como prioridade buscar as melhores opções em prol do setor e do paciente. A RDSL defende que o melhor cenário para todos, paciente, médico e, mercado, é aquele que assegura a pluralidade de prestadores de serviços, produtos e operadoras. Somente assim, garante-se a liberdade de escolha do paciente em ser atendido no local de sua preferência, bem como do médico em praticar uma medicina de excelência, valorizando sua qualificação e treinamento permanente”.

Ainda no comunicado, a rede ressaltou que os “hospitais demonstram resultados assistenciais, comprovados pela satisfação dos consumidores, além de estar entre os melhores do mundo, representando um ambiente seguro e de qualidade para médicos e pacientes”. Ainda na nota, a empresa informou que já “trabalha com novos modelos de remuneração junto as suas mais de 70 operadoras de saúde parceiras que compartilham o valor de se oferecer a sociedade o melhor que a medicina tem”.

Pois bem, agora cabe a nós, usuários do convênio Amil, avaliar a rede credenciada e fazer nossas escolhas! Lembrando que já está em vigor a nova regra de que os beneficiários de planos coletivos empresariais também podem mudar de plano ou de operadora sem cumprir carência. Além disso, a chamada “janela” (prazo para exercer a troca) deixa de existir, assim como a necessidade de compatibilidade de cobertura entre planos – o consumidor cumpre carência apenas para os serviços extras. A norma foi aprovada pela ANS em dezembro de 2018.

Para realizar a portabilidade de carências, o beneficiário deve consultar os planos compatíveis com o atual. As novas regras permitem aumentar a cobertura do plano, mas mantêm a exigência de compatibilidade de preço na maior parte dos casos. É possível consultar os planos compatíveis por meio do Guia ANS de Planos de Saúde.

 

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